quarta-feira, abril 27
sábado, abril 23
L'Inconnue de la Seine

Esta célebre máscara mortuária pertence a uma rapariga que cometeu suicídio ao saltar para o rio Sena em finais do séc. XIX. A sua identidade nunca foi revelada, mas um patologista a trabalhar na morgue de Paris, tendo ficado impressionado com a beleza da jovem, resolveu criar uma reprodução em gesso do seu rosto. Mais tarde surgiram várias cópias desta máscara, o que resultou na difusão do "mito" por toda a Europa. Esta mesma difusão iria despertar o interesse de uma certa elite ligada às belas-artes e à literatura no início do séc. XX. Assim, autores como Rainer Maria Rilke, entre outros, acabariam por reflectir sua paixão pelo caso.
quinta-feira, abril 21
quinta-feira, abril 14
quarta-feira, abril 13
segunda-feira, abril 11
domingo, abril 10
«A boemia degradada que Jules Berry encarna é a causa de todas as infelicidades que oprimem o honesto operário metalúrgico Jean Gabin. Mas este proletário pensa e fala como um frequentador dos cafés literários. »(Georges Sadoul, histórias do Cinema)
É um realizador considerado puramente técnico. Vê a realização como um trabalho manual.
ps: assim, que conseguires, gostaria que colocasses aqui a lista de filmes que me enviaste. Seria mais simples de consultar.
quarta-feira, março 16
domingo, março 13
sexta-feira, fevereiro 18
sábado, fevereiro 12
quarta-feira, fevereiro 9
sábado, fevereiro 5
"preferia que não me desse
para te escrever.
mas assim o faço:
perdi-lhe o jeito mas
não os dedos.
agora que te afastas do cais
reparo da direcção
do vôo dos pássaros,
no sopro dos frutos,
na cor dos joelhos,
nos hábitos estivais.
dou por mim
a saber das coisas,
como se,
agora que te afastas,
lhes descobrisse as dimensões.
fiz-te transportar
no meu útero.
foi nos meus interiores
que te viste crescer - que me
deixei seduzir pelo paradoxal destino das aves.
e eu espero o teu regresso
à nossa Ítaca, e que na tua volta
voltes ciente de que te amo
como nem os Deuses souberam amar "
para te escrever.
mas assim o faço:
perdi-lhe o jeito mas
não os dedos.
agora que te afastas do cais
reparo da direcção
do vôo dos pássaros,
no sopro dos frutos,
na cor dos joelhos,
nos hábitos estivais.
dou por mim
a saber das coisas,
como se,
agora que te afastas,
lhes descobrisse as dimensões.
fiz-te transportar
no meu útero.
foi nos meus interiores
que te viste crescer - que me
deixei seduzir pelo paradoxal destino das aves.
e eu espero o teu regresso
à nossa Ítaca, e que na tua volta
voltes ciente de que te amo
como nem os Deuses souberam amar "
quarta-feira, fevereiro 2
segunda-feira, janeiro 31
sexta-feira, janeiro 28
terça-feira, janeiro 25
segunda-feira, janeiro 24
sábado, janeiro 15
sexta-feira, janeiro 14
segunda-feira, janeiro 10
As colagens de Max Ernst
«Em 1933, Marx Ernst passa três semanas na Itália, durante as quais fará 184 colagens a partir de gravuras em madeira de livros ilustrados populares, jornais de ciências naturais e catálogos de venda do século XIX.»
domingo, janeiro 9
sábado, janeiro 8
sexta-feira, janeiro 7
Klementium
Uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. E com uma biblioteca assim, quem é que precisaria de uma casa? Não há lar mas quente do que este!
Bénédicte Houart
chamo-me penélope
dizem que passei muitas noites a tecer
é mentira
passei-as a fazer amor
com cada um dos meus pretendentes
e gozei de cada vez a valer
depois chegou o meu velho marido
dizem que não o reconheci
é mentira
ele é que não me conheceu
ítaca onde me deitei
deu-me todas as viagens que desejei
dizem que passei muitas noites a tecer
é mentira
passei-as a fazer amor
com cada um dos meus pretendentes
e gozei de cada vez a valer
depois chegou o meu velho marido
dizem que não o reconheci
é mentira
ele é que não me conheceu
ítaca onde me deitei
deu-me todas as viagens que desejei
quinta-feira, janeiro 6
Vsevolod Meyerhold - Biomechanics
É, sem margem para dúvidas, uma das coisas mais bonitas que vi em toda a minha pobre pequena vida.
Apur Sansar
"Apur Sansar" foi realizado por Satyajit Ray em 1959. Trata-se do terceiro filme da Triologia Apu, sendo o "Pather Panchali" o primeiro e "Aparajito" o segundo. Trata-se ainda de um dos filmes preferidos de Siegfried Kracauer.
Olavo Bilac - Negra
Possas chorar, arrependida,
Vendo a saudade que aqui vai!
Vê que inda, negro, da ferida
Aos borbotões o sangue cai...
Que a nossa história, assim relida,
O nosso amor, lembrado assim,
Possam fazer-te, comovida,
Inda uma vez pensar em mim!
Minh'alma pobre e desvalida,
Órfã de mãe, órfã de pai,
Na escuridão vaga perdida,
De queda em queda e de ai em ai!
E ando a buscar-te. E a minha lida
Não tem descanso, não tem fim:
Quanto mais longe andas fugida,
Mais te vejo eu perto de mim!
Louco! e que lúgubre a descida
Para a loucura que me atrai!
- Terríveis páginas da vida,
Escuras páginas, - cantai!
Vim, ermitão, da minha ermida,
Morto, do meu sepulcro vim,
Erguer a lápida caída
Sobre a esperança que houve em mim!
Revivo a mágoa já vivida
E as velhas lágrimas... a fim
De que chorando, arrependida,
Possas lembrar-te inda de mim
Vendo a saudade que aqui vai!
Vê que inda, negro, da ferida
Aos borbotões o sangue cai...
Que a nossa história, assim relida,
O nosso amor, lembrado assim,
Possam fazer-te, comovida,
Inda uma vez pensar em mim!
Minh'alma pobre e desvalida,
Órfã de mãe, órfã de pai,
Na escuridão vaga perdida,
De queda em queda e de ai em ai!
E ando a buscar-te. E a minha lida
Não tem descanso, não tem fim:
Quanto mais longe andas fugida,
Mais te vejo eu perto de mim!
Louco! e que lúgubre a descida
Para a loucura que me atrai!
- Terríveis páginas da vida,
Escuras páginas, - cantai!
Vim, ermitão, da minha ermida,
Morto, do meu sepulcro vim,
Erguer a lápida caída
Sobre a esperança que houve em mim!
Revivo a mágoa já vivida
E as velhas lágrimas... a fim
De que chorando, arrependida,
Possas lembrar-te inda de mim
Olavo Bilac
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
domingo, janeiro 2
Sally mann
sábado, janeiro 1
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